Não há brasileiros entre vítimas de enchente no Nepal, diz governo; veja imagens
O Itamaraty informou, nesta quarta-feira (26), que acompanha os impactos das inundações que atingiram o Nepal
Foto: Reprodução/Aratu On O Itamaraty informou, nesta quarta-feira (26), que acompanha os impactos das inundações que atingiram o Nepal e confirmou que, até o momento, não há brasileiros entre as vítimas do desastre.
As fortes chuvas provocaram enchentes e avalanches na região do Himalaia, deixando um rastro de destruição na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Segundo as informações mais recentes, pelo menos 98 pessoas morreram.
No Nepal, foram contabilizadas 95 mortes, enquanto 384 viajantes estão desaparecidos. Entre os desaparecidos estão 105 indianos, 93 nepaleses, três cidadãos dos Estados Unidos e 12 britânicos.
Do lado chinês, dados preliminares divulgados pelas autoridades apontam três mortos e 265 desaparecidos na região de Gyirong, no Tibete, segundo a emissora estatal chinesa CCTV.
Veja vídeo:
A força da água arrastou vilarejos e provocou danos em estradas, pontes e postes de energia. Imagens registradas na região mostram moradores tentando fugir momentos antes de um grande deslizamento de terra atingir uma área próxima à fronteira.
O Itamaraty informou que continua acompanhando a situação e os possíveis impactos para cidadãos brasileiros que estejam na região.
Terremoto no Tibete
Essa não é a primeira catástrofe natural que atinge a região nos últimis anos. Em janeiro de 2025, um forte terremoto destruiu o Tibete, deixando pelo menos 95 mortos, de acordo com a agência de notícias Associated Press (AP). O tremor e os abalos secundários foram sentidos na região ocidental da China, onde fica o Tibete, e também no Nepal, do outro lado da fronteira.
A agência oficial Xinhua informou que outras 130 pessoas ficaram feridas. Cerca de 1,5 mil bombeiros e trabalhadores de resgate foram enviados para procurar vítimas nos escombros, segundo o Ministério da Gestão de Emergências. Os números de mortos e feridos continuam sendo atualizados conforme o progresso das operações de resgate.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detalhou que o terremoto teve magnitude de 7,1 e foi relativamente raso, com uma profundidade de cerca de 10 quilômetros. A China registrou magnitude de 6,8. O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 75 quilômetros ao norte do Monte Everest, na fronteira entre a China e o Nepal. A área é sismicamente ativa devido ao encontro das placas tectônicas da Índia e da Eurásia, o que causa elevações significativas nas montanhas do Himalaia, podendo até alterar a altura dos picos mais altos do mundo.
Na época, a emissora estatal CCTV informou que cerca de mil residências foram danificadas e que, nas três horas seguintes ao terremoto, cerca de 50 tremores secundários foram registrados. A altitude média na área ao redor do epicentro é de cerca de 4.200 metros, conforme o Centro de Redes de Terremotos da China.


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