‘O trabalhador precisa de mais tempo’, afirma Marinho ao defender fim da 6×1
A relatoria do projeto está nas mãos do deputado baiano e correligionário Léo Prates
Foto: Reprodução / Luana Neiva/bahia.ba O Politiquestion, podcast do bahia.ba, recebeu na noite desta quinta-feira (14) o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos). Em conversa com a equipe de reportagem do portal, o parlamentar falou sobre o futuro dos trabalhadores brasileiros diante do projeto de lei (PL) que pode pôr fim à escala 6×1.
A relatoria do projeto está nas mãos do deputado baiano e correligionário Léo Prates. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também é integrante da sigla. Durante a entrevista, Marinho destacou a importância do partido e detalhou o trabalho de Prates na condução do relatório.
“[Prates] está viajando pelos estados, colhendo informações importantes para, ao término dessas visitas e das conversas com os diversos segmentos, apresentar um relatório que permita uma atenção especial aos trabalhadores, mas também que não desgaste as empresas. Porque um é complemento do outro: não existe trabalhador sem empresa e também não existe empresa sem seus trabalhadores”, disse Marinho.
Para ele, a proposta é positiva. “Até porque a gente sabe que os trabalhadores precisam, sim, de uma atenção toda especial. Já entendemos que há a necessidade de ter mais tempo para cuidar da saúde, cuidar dos filhos, cuidar da casa, cuidar da própria vida. Muitas vezes, o tempo que eles têm hoje é apenas para continuar o trabalho dentro de casa. Então, alguma coisa precisa ser feita”, justificou.
O deputado também ressaltou a importância da atuação do Parlamento nesse processo. “O Parlamento tem esse papel de ser um interlocutor junto aos segmentos, à sociedade e à política, justamente para que todos possam chegar a um entendimento e que todos ganhem com isso: tanto o trabalhador quanto os empresários”, afirmou.
“O que não pode é os empresários ficarem no prejuízo e os trabalhadores continuarem da forma como estão hoje. Temos muitas mães solo que, ao final da semana, precisam de tempo para cuidar da casa e da família, e isso nem sempre acontece. Além disso, há pessoas que têm familiares com algum tipo de doença ou enfermidade e precisam dedicar cuidados especiais, mas acabam tendo que usar o fim de semana apenas para colocar as coisas em dia”, pontuou.
Por fim, o deputado questionou a falta de tempo dos trabalhadores no modelo atual e afirmou ser favorável ao fim da escala 6×1. “E o que sobra para o trabalhador? Tempo nenhum. Então, sou favorável a essa aprovação e acredito que, em algum momento, será apresentado um relatório que garanta uma atenção digna aos trabalhadores, sem causar grandes prejuízos aos empresários”, concluiu.


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