Pela primeira vez desde 2002, nenhuma mulher deve concorrer à Presidência da República
Panorama diverge da última eleição presidencial, que teve quatro candidatas
Foto: Reprodução / BNews / Ilustração Thiago Fagundes/Agência Câmara Se o atual cenário de pré-candidatura à Presidência da República não for alterado, nenhuma mulher deve entrar na disputa. A se confirmar o quadro atual, seria a primeira vez desde 2002 em que a corrida ao Planalto contaria somente com homens.
Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que encabeçam a corrida eleitoral, também estão na disputa em 2026:
- Ronaldo Caiado (PSD);
- Romeu Zema (Novo);
- Aldo Rebelo (DC);
- Renan Santos (Missão);
- Cabo Daciolo (Mobiliza);
- Augusto Cury (Avante).
O panorama diverge da última eleição presidencial, que teve quatro candidatas ao Planalto, o maior número do século. Entre elas, estava Simone Tebet (antes no MDB, agora no PSB), que, após a derrota no primeiro turno, assumiu posteriormente ministério na gestão Lula. Também ministra do petista, Marina Silva (Rede) havia disputado em 2010, 2014 e 2018 — os dois primeiros pleitos foram vencidos pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), escolhida como sucessora política de Lula.
O pleito de 2022 teve ainda a senadora Soraya Thronicke, que acaba de migrar do União Brasil para o PSB para concorrer à reeleição por Mato Grosso do Sul. Por fora, também concorreram Sofia Manzano, do PCB, e a ex-dirigente nacional do PSTU Vera Lúcia, que disputará o governo de São Paulo neste ano. Antes disso, ela participou da corrida presidencial em 2018.
Em 2006, também concorreram a deputada federal Heloísa Helena (então no PSOL, hoje na Rede) e a cientista política Ana Maria Rangel (PRD). Todas as eleições entre 2006 e 2022 mantiveram, assim, o patamar mínimo de duas representantes femininas. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo.


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