Influenciador Ruivo Baiano tem perfil suspenso pela Meta após criticar Nikolas Ferreira
Influenciador de Salvador estava perto de atingir 98 mil seguidores e afirma que recorreu da decisão; motivo da suspensão ainda é desconhecido
Foto: Reprodução / Metro 1 O influenciador conhecido como Ruivo Baiano, que produzia conteúdos em Salvador, teve o perfil suspenso pela Meta após publicar um vídeo com críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A suspensão foi relatada pelo criador de conteúdo à equipe do Metro1 nesta quarta-feira (21). Na ocasião, ele estava próximo de alcançar a marca de 98 mil seguidores. Até o momento, não há confirmação de que a medida tenha relação direta com a publicação.
Em contato com a reportagem, o influenciador afirmou que não sabe o motivo exato da suspensão. Segundo ele, o recurso contra a decisão já foi apresentado e a resposta da empresa ainda é aguardada. “Eu não sei exatamente o que aconteceu. Suspenderam a conta, eu recorri e estou aguardando”, disse.
O criador de conteúdo também relatou ter enfrentado mudanças na recepção de suas publicações nas últimas semanas, período em que passou a abordar com mais frequência assuntos políticos. De acordo com ele, o aumento das postagens sobre o tema foi acompanhado pela perda de seguidores e por mais manifestações negativas.
O caso ocorre em meio à repercussão de denúncias sobre a atuação da Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, durante as eleições presidenciais de 2026. A empresa passou a ser questionada após relatos de restrições a conteúdos políticos e de diferenças na distribuição de publicações relacionadas às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A Meta atribuiu os episódios a falhas técnicas e negou favorecimento político. Em nota divulgada no dia 16 de outubro, a companhia afirmou que não toma partido nas eleições e que seus sistemas não distribuem conteúdos com base em ideologia política.
Diante dos questionamentos, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a empresa assegure tratamento igualitário às candidaturas na distribuição de conteúdos políticos até o fim do segundo turno. A decisão prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
No sábado (17), o Ministério da Justiça também recomendou que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão avaliasse o ajuizamento de uma ação civil pública para cobrar mais transparência nos critérios de moderação da Meta. A pasta apontou dificuldades para que usuários e autoridades compreendam como a empresa aplica suas regras.


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