Em meio a conflito no STF, Dino defende lealdade institucional e respeito ao devido processo legal
Ministro diz que crises devem ser enfrentadas “no tempo certo” e sem interferência de outros poderes
Foto: Reprodução / Metro 1 / Gustavo Moreno/STF Em meio à crise entre os ministros Alexandre Moraes e André Mendonça, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta sexta-feira (4) que a Corte é “maior do que qualquer um que o integra”. A declaração foi publicada nas redes sociais. Sem mencionar diretamente os colegas, Dino defendeu a “lealdade institucional” e disse que conflitos devem ser tratados com base no “devido processo legal” e “no tempo certo”.
Dino defende autonomia do Judiciário
O ministro também destacou que o "tempo" é importante para enfrentar crises. Segundo ele, a Justiça precisa ter liberdade para decidir sem se tornar "mero joguete de outros poderes", como "forças partidárias em luta eleitoral, Estados estrangeiros e organizações criminosas". A manifestação ocorre enquanto integrantes do Supremo trocam acusações relacionadas ao caso Master.
Na quinta-feira (3), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem manifestações em até cinco dias sobre o episódio. A medida busca reunir as versões dos envolvidos antes de qualquer decisão sobre o caso.
Entenda a origem do conflito
A crise ganhou força depois que Mendonça retirou, na terça-feira (1º), o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento registra contatos entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Moraes. Segundo as mensagens, o banqueiro pediu ao ministro que atuasse junto à direção da PF e à Procuradoria-Geral da República para conter o avanço das investigações sobre a instituição.
Na quinta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. Ele afirmou haver indícios de improbidade administrativa, abuso de poder e favorecimento de grupos políticos na condução dos casos Master e INSS. A troca de acusações elevou a tensão no STF, enquanto Dino defende que o conflito seja resolvido pelos meios institucionais.


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