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Mata de São João,01/07/2026

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Neto nega qualquer acordo com Wagner para deixar de falar do caso Master: "Impossível"

Pré-candidato negou que tenha feito acordo com petista para deixar de falar de escândalo envolvendo Banco Master

Bnews
Neto nega qualquer acordo com Wagner para deixar de falar do caso Master: Foto: Reprodução/ Bnews/ Devid Santana

Vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, o pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto comentou as investigações que atingiram em cheio o senador Jaques Wagner (PT), alvo da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A apuração investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao Banco Master.

Durante o Giro Baiana nesta quarta-feira (01),na Baiana FM 89,3, Neto foi questionado sobre não ter comentado diretamente as declarações por ter feito um suposto acordo com o petista para não tocar o assunto. No entanto, o ex-prefeito resolveu abordar o assunto.

"Minha declaração foi clara de defender toda investigação da forma mais ampla, isenta e transparente o possível, não só em relação ao senador Jaques Wagner, mas em relação a qualquer um. A pessoa que está na vida pública ela precisa agir de forma transparente e prestar contas ao cidadão. Ele vai ter que prestar contas das suas atitudes, dos euros e dólares que foram encontrados em suas residências e vai ter que prestar contas de tudo. E nós temos que acompanhar e cobrar. Que isso fique claro", afirmou ACM Neto.

"Eu nunca, nem com Wagner e nem com ninguém, nem com o próprio Rui Costa, que é sempre muito raivoso comigo e se perde, nunca levei ao pessoal. Não faço esse tipo de política, apontando o dedo e indo para o pessoal. Agora no público e na atuação, tem que ser tudo muito esclarecido, de uma maneira muito firme, não tenham dúvida disso", acrescentou.

Ainda de acordo com Neto, cabe ao próprio senador se justificar sobre o assunto. Porém, ele avaliou que as respostas de Wagner à investigação não foram "felizes ou precisas", o que esclareceriam o fato.

"Quando a gente olha o conjunto da respostas, pelo menos a mim de fora, que não conheço e não participo dos detalhes, já que caberá ao PF, ao MPF e ao Poder Judiciário, se havia ou não algum tipo de irregularidade, me pareceu uma resposta frágil e insuficiente. A investigação tem que avançar, os fatos têm que ser apurados e, havendo responsáveis, eles devem ser punidos", disse o pré-candidato.

ACM Neto ainda pontuou que não houve qualquer tipo de acordo com Jaques Wagner para evitar abordar o caso do Banco Master na campanha eleitoral de 2026. "Isso é uma coisa impossível. Eu não trato de política com o senador Jaques Wagner. Eu estive pouquíssimas vezes com ele apenas em ambientes sociais, onde nos cumprimentamos educada e civilizadamente. Depois que ele deixou o governo, quando eu era prefeito, depois dali eu nunca tratei política com Wagner. Nós somos pessoas diferentes, temos procedimentos diferentes e atuamos em campos políticos diferentes. Não teria nem como ter uma conversa nesse sentido", rejeitou.

Ele ainda defendeu que seja feita uma apuração ampla e irrestrita, independente de quem seja o investigado.

"O que é importante: não dá para ter régua diferente para ninguém. A investigação, a lei, a apuração e a necessidade de transparência e conclusão valem para todo mundo, não interessa se é do União Brasil, do PT, Flávio, Wagner ou quem. Não quero e não vou pré-julgar nada", finalizou ACM Neto.




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