Perícia conclui que explosão por vazamento de gás causou incêndio no Stiep
A perícia concluiu que foi o incêndio foi provocado por uma explosão causada por vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP)
Foto: Reprodução/Aratu On A perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) concluiu que o incêndio registrado, no mês de fevereiro, em um apartamento no bairro do Stiep, em Salvador, foi provocado por uma explosão causada por vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP), seguido pelo incêndio que atingiu o imóvel.
Explosão de Gás
Foto: Reprodução/Aratu On
Embora não tenha sido possível determinar com precisão o que deu início à explosão, o relatório indica algumas hipóteses consideradas mais prováveis para a ignição. Entre elas estão a geração de uma centelha elétrica causada pelo acionamento da campainha do apartamento, a partida automática do motor da geladeira por meio do termostato ou ainda faíscas produzidas pelo atrito entre peças metálicas.
Neste último caso, os peritos destacam que houve tentativa de arrombamento utilizando uma alavanca de aço, o que pode ter contribuído para a geração da faísca em ambiente com acúmulo de gás.
Foto: Reprodução/Aratu On
Segundo o documento, o episódio representou risco à vida dos moradores do prédio, de imóveis vizinhos e também de pessoas que passavam pelo local no momento da ocorrência.
O laudo é acompanhado por 40 fotografias técnicas, organizadas em 20 quadros ilustrativos, além de um desenho em 3D que compara a estrutura original do edifício com as condições observadas após o sinistro.
Incêndio em prédio no Stiep
O edifício pegou fogo no Conjunto dos Bancários, no bairro do Stiep, em Salvador, no dia 27 de fevereiro. Desde os primeiros momentos, o Corpo de Bombeiros trabalhava com a hipótese de explosão de gás.
Ao todo, 16 pessoas precisaram receber atendimento, sendo 12 moradores do imóvel e quatro bombeiros militares, que foram atingidos por destroços enquanto atendiam à ocorrência. Ao Aratu On, moradores de prédios vizinhos relataram como o incêndio começou.
Demolição do prédio
O prédio começou a ser demolido na manhã do dia 7 de abril. Um dia antes, o edifício começou a ser escorado como etapa preparatória para a demolição. De acordo com a avaliação de um engenheiro estrutural, a demolição atingiu apenas a ala esquerda do edifício, abrangendo o 2º, 3º e 4º pavimentos.


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