Justiça da Itália adia pela segunda vez julgamento sobre extradição de Zambelli
Defensores alegam que ainda não tiveram acesso a documentos sobre a assistência médica prevista para a ex-parlamentar
Foto: Reprodução / Metro 1 / Bruno Spada/Câmara dos Deputados A Justiça italiana adiou pela segunda vez a decisão sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. Nesta terça-feira (27), o tribunal marcou a próxima audiência para 24 de novembro. O julgamento vai definir se ela poderá ser enviada ao país para cumprir uma pena de cinco anos e três meses de prisão por perseguir um homem armado durante as eleições de 2022, em São Paulo.
Defesa pede mais tempo
O novo adiamento foi solicitado pelos advogados de Zambelli, que afirmam não ter recebido documentos enviados pelo Brasil sobre as condições de atendimento à ex-deputada no sistema prisional. A defesa também aponta dificuldades para contestar as informações e avaliar as garantias relacionadas à saúde dela caso seja presa no Distrito Federal.
A audiência anterior estava prevista para 27 de setembro, mas foi suspensa devido a uma greve de advogados criminais na Itália. Os juízes italianos não vão reavaliar a condenação brasileira, mas analisar se o pedido de extradição cumpre as leis do país europeu e os acordos internacionais.
Histórico do processo
Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou uma decisão anterior favorável à extradição por considerar insuficientes as garantias de atendimento médico na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Desde maio, Zambelli responde ao processo em liberdade na Itália.
Condenações no Brasil
A ex-deputada tem duas condenações definitivas no Brasil. Uma prevê dez anos e oito meses de prisão pela invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A outra estabelece cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, no caso da perseguição armada ocorrida às vésperas das eleições de 2022. O pedido de extradição relacionado ao caso do CNJ foi negado pela Justiça italiana.


COMENTÁRIOS