Mensagens de Vorcaro mostram negociações com filha de Otto Alencar e aliado de Jaques Wagner
PF investiga as movimentações financeiras do Banco Master envolvendo pessoas próximas aos senadores baianos
Foto: Reprodução/BNews Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam tratativas de negócios entre o ex-banqueiro e pessoas ligadas aos senadores baianos Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT) antes da operação policial contra o banco.
Isadora e Vorcaro tinham um relacionamento cordial e frequente ao longo de 2024 e 2025. A empresária comemorou a abertura de conta, a liberação de recursos do banco e trocou orientações sobre estratégias de investimento com o ex-banqueiro, além de agradecer pessoalmente por sua presença e presentes em seu aniversário. Vorcaro tratava o núcleo como uma "família querida".
A publicação revela ainda que Guilherme "Guiga" Sodré, apontado pela PF como homem de confiança de Jaques Wagner e articulador entre o senador e os empresários do banco, negociou a venda de obras de arte de alto valor com Vorcaro, a exemplo de quadros de Cândido Portinari e Alberto da Veiga Guignard. Guilherme Sodré também chegou a repassar o contato telefônico direto de Jaques Wagner para o ex-dono do Banco Master.
A defesa de Jaques Wagner afirmou à Folha que o senador não tem relação com Vorcaro nem atuou em favor do Banco Master e que ele não pode responder por conversas de terceiros.
"O senador reitera que não tem nenhuma relação com Daniel Vorcaro e nunca atuou em favor dos interesses do Banco Master. Vale reforçar que o senador não pode responder por conversas de terceiros, da qual não participou e desconhece o contexto em que ocorreu", disse o advogado Pablo Domingues.
Já Otto Alencar declarou em 19 de setembro que nunca esteve pessoalmente com o ex-banqueiro. Ao BNEWS, na ocasião, Otto disse que falou duas ou três vezes por telefone por meio de uma ligação do advogado Ciro Soares, já que o banqueiro tinha interesse na "Emenda Master", mas que negou apoio para a aprovação da proposta. A reportagem da Folha procurou ele por WhatsApp, bem como Guilherme Sodré, mas eles não se manifestaram.


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