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Mata de São João,31/07/2026

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Wagner rebate oposição e defende Ponte Salvador-Itaparica e VLT

O senador ainda acusou Bruno Reis de atuar como uma espécie de representante político de ACM Neto

Fonte: Bahia.Ba
Wagner rebate oposição e defende Ponte Salvador-Itaparica e VLT Foto: Reprodução/Bahia.Ba/Marcelo Camargo/Agência Brasil
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As críticas da oposição às obras da Ponte Salvador-Itaparica e do VLT de Salvador foram rebatidas pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), candidato à reeleição ao Senado, durante entrevista nesta sexta-feira (31) ao programa Giro Baiana, da Baiana FM.

As intervenções, que são conduzidas pelo Governo da Bahia, têm sido alvos de questionamentos de adversários políticos, incluindo o candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil).

Durante a entrevista, Wagner afirmou que os investimentos em mobilidade urbana na capital baiana foram realizados pelo grupo político liderado pelo PT e fez críticas às gestões municipais comandadas por ACM Neto e Bruno Reis. “Mobilidade Urbana [de Salvador] não tem eles [oposição]. Tem nós“, disparou.

O senador citou obras realizadas durante seus mandatos e nas gestões petistas, como a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos, o metrô de Salvador, as avenidas Gal Costa, 29 de Março e Pinto de Aguiar, além das intervenções no transporte público.

Sem Via Expressa, metrô, VLT, as Avenidas Gal Costa, 29 de Março, Pinto de Aguiar“, afirmou, ao lembrar as obras feitas pela gestão petista durante os mandatos.

Wagner defende avanço da Ponte Salvador-Itaparica

O petista também reagiu às críticas feitas à construção da Ponte Salvador-Itaparica e afirmou que a obra deve avançar nos próximos meses.

“Se não fosse as ações do grupo [petista], que iniciamos em 2007, Salvador estava parada. Hoje tem mais de 40 quilômetros de metrô, chegando ao Aeroporto. Está estendendo agora para o Campo Grande, a obra está aí”, declarou.

Sobre a ponte, Wagner afirmou que os avanços serão percebidos durante a execução das próximas etapas. “Tem a Ponte Salvador-Itaparica, que eles ficam ironizando, mas vão morder a língua, porque quando chegar agora agosto, setembro, a ponte chamada de ‘ponte de apoio’ vai evoluir, é uma espécie de equipamento em andaime para poder construir a ponte“, disse.

Wagner critica fala de Bruno Reis sobre VLT

O senador também elevou o tom contra uma declaração recente do prefeito Bruno Reis, que afirmou que o VLT de Salvador “liga nada a lugar nenhum”.

Eu acho até incrível, que o cara é prefeito e deveria ajoelhar no milho, olhar para o céu e agradecer tudo o que a gente fez, ao invés de ficar dizendo que o VLT não liga nada a lugar nenhum“, afirmou.

Wagner questionou a crítica do prefeito e defendeu a importância do equipamento para moradores do Subúrbio Ferroviário.

Vá andar no VLT, perguntar a população do Subúrbio Ferroviário. O nada dele é o terminal da França, o lugar nenhum, creio que ele está chamando Paripe, Periperi, Escada, Praia Grande, Itacaranha [onde eu morei]. E como é que é lugar nenhum?“, questionou.

O senador ainda acusou Bruno Reis de atuar como uma espécie de representante político de ACM Neto. “Deixa eu dizer uma coisa aqui prefeito e ex-prefeito: eu acho que a gente deve fazer política em outro nível, não de ficar falando bobagem“, provocou.

Wagner diz que trem do Subúrbio foi incorporado após cobrança de ACM Neto

Durante a entrevista, Wagner afirmou que a transferência da administração dos trens do Subúrbio para o Governo da Bahia ocorreu após uma exigência feita por ACM Neto, quando ele era prefeito de Salvador.

Eu fiz a licitação do metrô e o trem do Subúrbio. Coloquei no meu colo porque foi exigência dele [ACM Neto]. Quando eu disse que ia puxar o metrô, ele disse: ‘Eu só entrego o metrô se você levar o trem do subúrbio’. Mande, que eu tenho responsabilidade sobre a minha capital e fiz“, declarou.

Segundo Wagner, o Estado assumiu a responsabilidade pelas intervenções e atualmente conduz o projeto do VLT. “Fizemos o metrô e estamos fazendo agora o VLT. Vamos falar a verdade”, afirmou.

Senador também critica gestão municipal

Além das obras de mobilidade, Wagner aproveitou a entrevista para criticar indicadores das áreas de Educação e Saúde e fez críticas ao transporte público de Salvador. Segundo o senador, o sistema de ônibus da capital baiana foi prejudicado pelas gestões de ACM Neto e Bruno Reis, classificando o cenário como “estourado”.

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