Irã ataca alvos ligados aos EUA em quatro países do Golfo Pérsico
Ação ocorre um dia após os Estados Unidos anunciarem ataques contra mais de 140 alvos militares iranianos
Foto: Reprodução/Metro 1 O Irã realizou neste domingo (12) uma série de ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos em países do Golfo Pérsico, em resposta à nova ofensiva militar americana contra o território iraniano. A ação amplia a tensão no Oriente Médio e atingiu instalações na Jordânia, Kuwait, Omã e Catar.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã informou que, além de fechar o Estreito de Ormuz, destruiu um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, atacou um radar americano no Kuwait, plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões dos Estados Unidos em Omã e um centro de manutenção de jatos, além de uma instalação de comando, no Catar.
O governo do Catar informou que interceptou mísseis lançados pelo Irã. Apesar da ação defensiva, três pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas por estilhaços. O país condenou os ataques, classificando a ofensiva como uma "grave escalada" que dificulta os esforços para reduzir as tensões na região.
Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades informaram que os sistemas de defesa identificaram e interceptaram mísseis e drones iranianos. Posteriormente, o governo esclareceu que as ameaças detectadas estavam fora do território do país. No Bahrein, sirenes de alerta foram acionadas.
Na Jordânia, a agência estatal de notícias informou que três mísseis disparados pelo Irã provocaram apenas danos materiais leves, sem registro de vítimas.
A ofensiva iraniana ocorreu um dia após o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciar ataques contra 140 alvos militares iranianos, totalizando mais de 300 alvos atingidos ao longo de três noites. Segundo os EUA, a operação teve como objetivo reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações civis e comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz.
Após os ataques, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Irã "fez uma má escolha" e que agora "está pagando o preço".


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