Deolane Bezerra e Marcola são denunciados à Justiça por lavagem de dinheiro para o PCC
Influencer e líder da facção são acusados de operar um esquema ilegal de transação de recursos oriundos do crime organizado
Foto: Reprodução/Metro 1 O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa destinada a lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os denunciados estão a advogada e influencer Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP paulista, o núcleo operava uma estrutura financeira "voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa", que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.
Já Deolane recebia, segundo o Gaeco, depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias. "A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC", afirmou o MP de São Paulo, por meio de nota.
Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias.
Defesa diz que não teve acesso à denúncia
A defesa de Deolane Bezerra afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização criminosa ou cometeu qualquer crime.
Já os advogados de Marcola disseram que ele está em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Com informações da Agência Brasil.

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