Homens representam quase 60% dos casos de autismo na Bahia
Dados do Censo revelam perfil do autismo no estado e desigualdades na escolarização
Foto: Reprodução / Metro 1 Na Bahia, a maioria das pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é do sexo masculino. De acordo com dados do IBGE, 86.126 homens possuem o diagnóstico, o que corresponde a 59,4% dos casos, enquanto 58.802 são mulheres, representando 40,6%. Ao todo, o estado contabiliza 144.928 pessoas com TEA.
Apesar do número expressivo, a proporção em relação à população é uma das mais baixas do país: cerca de 1%, índice que empata com o Tocantins e fica abaixo da média nacional, de 1,2%. Ainda assim, o estado ocupa a quarta posição em números absolutos, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O levantamento também aponta que crianças e adolescentes representam uma parcela significativa dos diagnósticos. Cerca de 49.920 pessoas com até 14 anos têm TEA, o equivalente a 34,4% do total. A data de 2 de abril, instituída pela ONU, marca o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, voltado à disseminação de informações e combate ao preconceito.
Os dados revelam ainda desigualdades no acesso à educação. Entre crianças de 6 a 14 anos, a frequência escolar é de 98,4% na população geral, mas cai para 93,1% entre estudantes com TEA.
Esse cenário se reflete na escolaridade na vida adulta. Entre pessoas com 25 anos ou mais com diagnóstico de autismo, 60,2% não concluíram o ensino fundamental ou não têm instrução formal, percentual superior ao observado na população em geral, que é de 44,4%.


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