Violência institucional é debatida no Papo de Mulher promovido pela Semu em Camaçari
Encontro reuniu servidores públicos e sociedade civil para discutir assédio moral e fortalecer políticas de proteção às mulheres no ambiente de trabalho
Foto: Divulgação / Ascom / PMC / Patrick Abreu Dando continuidade às ações do Mês da Mulher, a Secretaria da Mulher de Camaçari (Semu) promoveu mais uma edição do “Papo de Mulher”, desta vez com o tema “Violência Institucional”. A atividade foi realizada no auditório da Secretaria de Governo (Segov) e reuniu servidoras e servidores do Poder Executivo municipal, além de representantes de instituições e da sociedade civil.
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A palestra foi conduzida por Nelma Barreto, pesquisadora e especialista em Direito da Mulher, que destacou a importância de ampliar o debate sobre violência institucional, incluindo o assédio moral. Segundo ela, essa prática compromete não apenas a saúde dos trabalhadores, mas também a qualidade dos serviços públicos prestados à população.
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“Pessoas assediadas não conseguem entregar um serviço de excelência à sociedade, que é nossa maior credora. Além disso, esse cenário contribui para o inchaço da máquina pública, já que o adoecimento causado pelo assédio onera os cofres públicos e pode levar à aposentadoria precoce”, pontuou.
A vice-prefeita Pastora Déa Santos ressaltou que a violência institucional precisa receber a mesma atenção que outras formas de violência enfrentadas pelas mulheres. “Falamos muito da violência doméstica e psicológica, mas a institucional, muitas vezes, fica adormecida. No entanto, ela é tão urgente quanto qualquer outra, especialmente porque passamos grande parte do nosso tempo no ambiente de trabalho”, afirmou.
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A secretária da Semu, Branca Patrícia, reforçou o compromisso da pasta com a promoção de políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das mulheres. Segundo ela, a iniciativa busca conscientizar os servidores para prevenir a ocorrência desse tipo de violência no ambiente institucional.
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Já a gestora da Sedec, Adriana Marcelle, destacou que discutir o tema contribui para o fortalecimento da autonomia feminina. “O assédio impacta principalmente a mulher. Quando ela conhece seus direitos e aprende a se posicionar com objetividade, passa a se afirmar de forma mais segura”, disse.
Entre os participantes, o servidor da Secretaria de Educação (Seduc), Edmar José Souza, destacou a relevância do debate, especialmente por representar uma categoria majoritariamente feminina. “Precisamos de mais formação para diminuir os índices de todos os tipos de violência contra a mulher”, declarou.
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A chefe de ações comunitárias da Limpec, Nucélia Oliveira, também avaliou positivamente o encontro. “A palestrante nos mostrou como podemos nos defender”, afirmou.
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O evento teve como principal objetivo incentivar a reflexão e a conscientização sobre o enfrentamento das diversas formas de violência presentes nas instituições e nas relações de trabalho, fortalecendo um ambiente mais justo e respeitoso para todos.
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